Passos a marcar passo!


Já escrevi que simpatizo com o trabalho de Pedro Passos Coelho e com a ingrata função de cumprir com um programa técnico que é fruto de uma necessidade e não de uma ideologia. Em grande parte do comentário politico e através das redes sociais, o Primeiro Ministro vai sendo atacado com as suas próprias declarações, que descontextualizadas dão origem aos comentários mais disparatados.




Não obstante ao que acima assinalo, parece-me que trabalhar mais e falar menos era uma boa solução! Aliás, segundo as últimas sondagens o líder político mais popular é Paulo Portas. Estranho, poderão alguns pensar, mas facilmente se explica dado que este é o politico mais sensato e experiente de todo o governo e acima de tudo...não se ouve, não se expõe.
A parte dos "sound-bites" e de todo o burburinho que estes geram, continua apenas a interessar a quem não pretende discutir os assuntos sérios e de fundo que o país atravessa, se bem que este último insulta claramente os portugueses. Temos sido tudo menos piegas, não vale a pena provocar!
Existem alguns temas que julgava resolvidos, à partida, com nomeação do novo executivo, no entanto hoje tenho dúvidas que alguma vez se resolvam de forma digna e que começam a ter enorme relevância, quer pela sua quantidade quer pela mensagem que trazem. A saber:


  1. O inarrável e vergonhoso processo de nomeações das Águas de Portugal;
  2. O adiamento da privatização da RTP, que demonstra falta de coragem política e subserviência aos média privados cujo interesse é ter um canal público sem publicidade a ser pago pelo estado; 
  3. A ausência de um ministro da economia capaz de alavancar o país e de trazer soluções de crescimento;
  4. A ausência de medidas para baixar os custos de produção, nomeadamente no que toca aos custos com a energia;
  5. A triste ideia de privatizar a REN;
  6. A falta de apoios às PME's.
Estes são alguns pontos que me deixam apreensivo relativamente a este governo. Existem, também, coisas muito positivas, e é preciso reformar sectores vitais. É preciso mudar e a mudança traz sempre contestação. Mas para mudar é preciso coragem e coragem não é dar um pontapé num coelho, é dar uma fisgada nos "cornos" do golias.

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